¨Pela bagatela de Dois Mil Cruzeiros nada a mais nada a menos a senhora terá em casa para o seu uso e uso de toda a sua família o maior patrimônio que  um Pai ou uma Mãe poderia legar aos seus filhos ! O Saber ! Tenho aqui a soma de todo o conhecimento humano reunidos em apenas 30 elegantes volumes que encherão a sua estante de prestígio !!!¨

 

A Enciclopédia Britânica !!!!

Este era o antigo vendedor da Enciclopédia  Britânica, o chato, o típico caixeiro viajante, aquele que te faz levar o produto só para você se ver livre dele... eram vendedores que iam de porta em porta, vendendo a Enciclopédia Britânica... bons de lábia, verdadeiros oráculos da conversa fiada, hoje desapareceram...

O caso da Enciclopédia Britânica é emblemático: custando cerca de R$ 2.000,00, ela tem um concorrente através da Internet que oferece exatamente o seu produto a custo zero. O mais impressionante de tudo é o nome do concorrente: Enciclopédia Britânica.

Todos Os Elegantes Volumes !!!

A primeira Enciclopédia Britânica foi publicada em 1768. Tinha 2.659 páginas, divididas em três volumes. Definia mulher, por exemplo, como "a fêmea do homem". Seus autores eram Andrew Bell, Collin Macfarquhar e William Smellie. Atualmente, conta com 32 volumes, 30 mil páginas e cerca de 44 milhões de palavras. A versão em CD-ROM foi lançada apenas em maio de 1994.

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Olha só ! O  Ancestral do Vendedor da Britânica!!!


Em 1940, Dorita Barret de Sá Putch, brasileira nascida na Califórnia e filha de um alto executivo da editora americana, conseguiu a exclusividade da Enciclopédia Britânica para a América Latina. Em 1963, ela lançou a Enciclopédia Barsa. O nome era uma combinação do seu primeiro sobrenome com o do marido já falecido. Dorita morreu em 1973, quando preparava a Enciclopédia Mirador, também uma combinação de uma sílaba de seu nome com o do segundo marido, Waldemiro Putch.


A Enciclopédia Britânica na cabeça de um alfinete.


2.jpeg (3214 bytes) A paternidade da nanociência é atribuída ao cientista norte-americano Richard Feynmann, premiado com o Nobel de física em 1965. A palestra “Há muito espaço lá embaixo”, proferida por ele no encontro anual da American Physical Society, em dezembro de 1959, lançou os fundamentos dessa nova ciência. Mesmo entre seus pares, o físico causou espanto ao falar sobre coisas em pequenas escalas e ao propor: “Por que não podemos escrever todos os volumes da Enciclopédia Britânica na cabeça de um alfinete”.

Em sua argumentação, Feynmann explicou que “a cabeça de um alfinete tem uma dimensão linear de 1/16 de polegada. Se for ampliada em 25 mil diâmetros, a área da cabeça do alfinete será equivalente às páginas da enciclopédia. Então, tudo que é preciso fazer é reduzir o tamanho de tudo o que está na enciclopédia 25 mil vezes”.

O mundo inteiro cabia nas páginas da Enciclopédia Britânica nos idos do século XVIII, tornando-a objeto de desejo pelas famílias tradicionais e abastadas do período moderno... hoje ela é que cabe na cabeça de um alfinete.

Naquele tempo não havia catálogo de vendas, consultores, internet, nem mesmo utilizava-se a expressão vendas diretas. A prática cruzou os oceanos, continentes e culturas. Aprimorou-se à luz do tempo e atualmente move legiões de vendedores. Data de 1950 o desenvolvimento do sistema de vendas  dela no Brasil.

Deixou saudades...