Isaac Asimov (1920 - 1992)
Isaac Asimov nasceu em um gueto da cidade russa de Smolensk no dia 02 de janeiro de 1920 . Foi com sua família para os EUA em 1923 sendo criado em Nova York no bairro do Brooklyn. Dedicou sua vida para a divulgação científifca e a criação de obras de ficção científica. Escreveu sua primeira obra, um conto, aos quinze anos. Aos dezoito anos conseguiu vender seu primeiro conto para a revista Amazing Stories. Asimov publicou mais de 260 livros durante sua vida, sendo cerca de cinquenta romances e mais de duzentos livros de divulgação científica. Sua linguagem simples e característico senso de humor abriu as portas da ciência e das descobertas científicas para um público leigo.
Asimov também é famoso por suas obras envolvendo robôs (palavra criada por ele). Nestas obras ele introduziu as Três Leis Fundamentais da Robótica.
Ele criou estas leis para gerar uma nova visão a respeito dos robôs, pois muitos críticos viam nas máquinas um futuro apocalíptico. Asimov por outro lado vê nos robôs, computadores e máquinas um meio útil de libertar o ser humano para tarefas mais criativas.
Cronologia:
Na década de 80 ele intensifica suas publicações tanto em nível científico com seus romances de ficção científica , envolvendo o Império e os robôs. É contratado como consultor na área de ficção científica por vários diretores de filmes relacionados com o tema, inclusive pela equipe de Jornada nas Estrelas o filme de 1979. Continua escrevendo até sua morte em 1992 na cidade de Nova York. No começo da decáda de 90 a Editora Record começou a editar tais livrinhos no Brasil em formato de bolso, mas a edição foi apenas até o número 24...Coisas de Brasil...
Publicações mais conhecidas:
Para você que deseja ler a Saga Fundação , sugerimos a seguinte ordem de leitura: Prelúdio da Fundação, Crônicas da Fundação, A Fundação, A Fundação e o Império, A Segunda Fundação, Fundação II (Foundation's Edge) e a Fundação e a Terra.
Título Original Prelúdio da Fundação Lançamento Editora Páginas O ano é 12.020 da Era Galáctica e Cleon I ocupa o instável trono imperial. em Trantor, capital do Império Galáctico, quarenta bilhões de pessoas compõem uma civilização de imensa complexidade tecnológica e cultural, formando uma malha de relações tão intricadamente tecida que é retirada de um único fio pode desfazer toda aquela complexa estrutura. O imperador está inquieto, pois sabe que há muitas pessoas interessadas em sua queda e que a única saída para continuar detendo o controle do Império está nas mãos de um jovem matemático... Ao desembarcar em Trantor, o heliconiano Hari Seldon não tem a menor consciência das conspirações políticas em curso. Mas, ao apresentar na Convenção Decenal uma monografia sobre psico-história, sua notável teoria da previsão, ele sela seu destino e determina o futuro da humanidade. Tendo em mãos o poder profético tão ambicionado pelo imperador, o matemático se transforma de uma hora para a outra, no homem mais procurado do Império. Seldon é obrigado a lutar desesperadamente para evitar que sua teoria caia em mãos erradas, enquanto forja sua poderosa arma para o futuro: uma força que se tornará conhecida pelo nome de Fundação. Título Original Lançamento Editora Páginas Em uma narrativa fascinante de perigo, intriga e suspense, Asimov relata a segunda metade da vida do herói Hari Seldon - seu alter ego - sua luta para aperfeiçoar a revolucionária teoria da psico-história e firmar o meio através do qual estaria assegurada a sobrevivência da humanidade: a Fundação. Afinal, ele e seu fiel bando de seguidores sabem que o poderoso Império Galáctico está se desmoronando e sua inevitável destruição irá devastar toda a Galáxia...
A Trilogia da Fundação
1o. Livro: Fundação A glória do Império, que já dura doze mil anos, parece eterna, mas o Dr. Hari Seldon, apelidado de "Raven Seldon" ("Seldon, o corvo", ou "Seldon, o agourento") sabe que isso não é verdade. A especialidade de Seldon é a "psico-história" (psychohistory), uma ciência que une psicologia, história e matemática e que é capaz de prever, com grande exatidão, eventos relacionados a uma imensa quantidade de seres humanos. Através de seus estudos, Seldon prevê que o Império está entrando em decadência e que deixará de existir em cerca de 300 anos, fazendo com que a galáxia mergulhe num período de 3000 anos de barbárie. É claro que tais notícias não agradam aos políticos, que prendem o cientista por traição. No entanto, sabendo de sua capacidade, eles lhe permitem realizar o seu grande projeto de constituir uma fundação para editar a "Enciclopédia Galáctica", na qual seria reunido todo o conhecimento do Império e passado à posteridade, permitindo à futura civilização retornar ao estado atual em apenas mil anos. Contudo, Seldon e seu grupo de cientistas, juntamente com suas famílias, são exilados em Terminus, um pequeno planeta na periferia da galáxia, sem grandes recursos naturais ou qualquer vestígio de civilização, onde devem desenvolver o projeto sem qualquer ajuda externa. Após 50 anos, a população de Terminus havia crescido e se desenvolvido. As dificuldades encontradas e a escassez de metais e fontes de energia fizeram com que seus habitantes se desenvolvessem muito em termos tecnológicos. Por exemplo, tudo se tornou altamente miniaturizado e a energia atômica era utilizada para todas as finalidades, mesmo as mais prosaicas, como fornos de cozinha (quando Asimov escreveu isto, ainda não se sonhava com os microondas e a energia atômica era a forma mais moderna de energia, então considerada limpa e barata). Enquanto os cientistas sobreviventes do grupo original da Fundação continuavam a compilar a Enciclopédia (Seldon morrera alguns anos após a mudança para Terminus) e não admitiam haver qualquer outro propósito para a vida no planeta, os seus descendentes tinham uma opinião bastante diversa: Terminus era, afinal, o planeta natal daqueles que jamais haviam conhecido a vida em Trantor e que, naturalmente, desejavam expandir-se política e economicamente. Começam a formar-se partidos e facções políticas que discordam dos "Enciclopedistas" (como era chamada a elite científica que governava o planeta) e não reconhecem mais a ligação com o antigo Império, cuja influência na periferia da galáxia já é praticamente inexistente. Além disso, quatro pequenos reinos que circundam Terminus estão abertamente procurando um pretexto para declarar guerra e anexá-lo aos seus domínios. Um conflito interno é iminente, até que um acontecimento inesperado muda drasticamente os rumos do planeta. Hari Seldon havia mandado construir um tipo de mausoléu que só poderia ser aberto no aniversário de 50 anos da Fundação. Em meio à crise, os Enciclopedistas (que ainda depositam uma fé cega no poder do Imperador) e os partidários do prefeito de Terminus (que querem enfrentar os vizinhos belicosos e lutar para manter sua independência) concordam em esperar pela abertura da câmara antes de tomar uma atitude definitiva. No dia marcado, os Enciclopedistas e o prefeito encontram-se em um pequeno auditório, no centro do qual há uma câmara de vidro, aparentemente vazia. Precisamente ao meio-dia, uma imagem holográfica de Seldon aparece e faz uma incrível revelação: o estabelecimento da Fundação em Terminus havia sido apenas o início de um grande plano que visava à construção de um novo Império Galáctico! Os habitantes de Terminus seriam os protagonistas dessa odisséia, guiados pela ocorrência de uma série de crises sociais que lhes permitiriam seguir em apenas uma direção, aquela planejada por Seldon! Além disso, ele revela que havia também estabelecido uma segunda Fundação "no outro lado da Galáxia", que haveria de auxiliá-los a manter o grande plano de Seldon. E assim, a Fundação de Terminus toma consciência de seu verdadeiro papel no universo e lança-se ao seu destino como o ponto de partida de uma nova ordem universal. Embora a psico-história de Seldon não possa fazer previsões referentes ao destino de indivíduos, ou de um pequeno grupo de pessoas, cabe sempre a um líder especial o reconhecimento e a resolução de cada uma das crises. Assim, temos neste primeiro livro a narrativa de como os habitantes da Fundação, guiados por líderes pouco escrupulosos mas com grande firmeza de caráter e força de vontade, vão pouco a pouco subjugando seus adversários e crescendo em força e influência. Para isso, várias "ferramentas" sociais são utilizadas: a religião, o comércio, o suborno, a chantagem, o instinto humano de sobreviver e desenvolver-se. Vemos como cada grupo, revolucionário a princípio, torna-se radical e ditatorial ao tomar o poder, sendo inevitavelmente derrubado por um novo grupo mais jovem e com idéias diferentes, o único caminho possível contra a estagnação social. O primeiro livro da trilogia tem um certo caráter épico que lembra os antigos filmes sobre a conquista do oeste: um pequeno grupo de pioneiros sem qualquer ligação ou suporte do mundo "civilizado" tenta abrir novas fronteiras e conquistar territórios em um mundo hostil e bárbaro. Assim como no tempo dos "pioneiros", o desbravamento do novo mundo só é possível graças a indivíduos dispostos a arriscar tudo em nome de um ideal - mas não perdendo de vista o ganho pessoal. Os pioneiros do Oeste, assim como os colonizadores das Américas em geral, eram homens rudes que vinham tentar a fortuna que lhes era negada em um mundo com regras e grupos sociais que não lhes dava espaço para se desenvolverem. Assim também os "prefeitos", os "mercadores" e depois os "príncipes mercantes" que se sucedem no governo de Terminus têm o plano de Seldon como escudo e pano de fundo, mas agem mesmo por razões pessoais. Mas o que importa, se é assim que a vida funciona? É muito fácil ver os paralelos entre a ascensão e queda do Império galáctico e os vários impérios que já se destacaram no assim chamado "mundo civilizado", como o antigo Egito, Roma, o império de Alexandre Magno e a União Soviética, apenas para citar alguns. Os indícios da decadência do Império galáctico, que a população de Trantor se recusa a perceber, embora estejam muito claros, podem ser observados hoje em nosso mundo globalizado, 50 anos após Asimov ter escrito Fundação. Um trecho do julgamento de Seldon ilustra bem isso, quando Seldon tenta mostrar que a decadência é um processo já em andamento, mesmo que ainda não possa ser visto claramente:
Qualquer semelhança com o mundo atual não é mera coincidência...
2o. Livro: Fundação e o Império
A essa altura, toda a história de Hari Seldon e seus enciclopedistas já havia sido há muito esquecida no centro do Império, e mesmo Riose só chega a descobrir a existência da Fundação seguindo boatos e lendas sobre "mágicos" da periferia, que teriam aparelhos minúsculos mas incrivelmente poderosos e que estariam fadados a conquistar toda a galáxia. Sendo um gênio militar e fiel ao seu imperador, Riose se lança em uma guerra na qual o poderio militar do Império excede em muito tudo o que a Fundação poderia reunir nesse campo. Um agente secreto da Fundação se une a um ex-patrício rebelde de uma das colônias do Império para irem juntos a Trantor tentar desmoralizar Riose frente ao Imperador. Como a Fundação conseguirá escapar de mais esta crise?
Bem, isso eu não vou dizer aqui, mas a verdade é que a Fundação vence - por muito pouco - e é novamente deixada em paz para continuar seu caminho rumo ao novo império galáctico. Mas agora os problemas são internos. Os nativos de Terminus, que orgulhosamente se denominam "Fundadores", passam a se considerar superiores aos cidadãos dos demais planetas que compõem a grande Fundação. O descontentamento nas "colônias" é grande, principalmente em um grupo de planetas conhecidos como "mercadores independentes". Apesar disso, a vida cotidiana continua dentro e fora de Terminus. Na segunda parte do livro conhecemos Toran, um jovem rapaz nascido em um desses mundos independentes, que leva sua jovem esposa "fundadora", Bayta, de volta ao seu planeta natal, Haven. Os dois são recém-casados e muito apaixonados, mas ambos são também conspiradores contra a hegemonia da Fundação, mesmo que Bayta tenha nascido em Terminus. Em Haven eles são informados da existência de um novo senhor-da-guerra conhecido apenas como "a Mula", que estaria conquistando vários planetas aliados da Fundação. O plano dos Mundos Independentes é pedir à Mula que ataque a Fundação, pois assim o governo central de Terminus ficaria enfraquecido e os Independentes poderiam obter vantagens políticas para ajudar a combater a ameaça. Não haveria realmente qualquer perigo para a Fundação, pensavam eles, já que o grande plano de Seldon lhe garantiria a vitória final. Usando a lua-se-mel como disfarce, Toran e Bayta vão ao planeta Kalgan, onde o Mulo teria se estabelecido, para tentar entrar em contato com ele. No entanto, o Mulo não é tão fácil de ser encontrada. Na verdade, ninguém nunca o viu em público e não há qualquer imagem dele em nenhum lugar. Apenas seus generais mais próximos o conhecem e não há qualquer informação sobre o seu passado. O pouco de informação que se tem sobre ele vem das investigações particulares do capitão Han Pritcher, um conspirador infiltrado na marinha da Fundação. Há fortes boatos de que o Mulo é um mutante, possivelmente com poderes super-humanos, provavelmente mentais, que lhe possibilitaram tomar vários planetas quase sem resistência. Aparentemente, o acaso vem em socorro de Toran e Bayta: enquanto estavam numa praia em Kalgan, salvam um "clown" da polícia local e descobrem que ele era nada mais, nada menos que o bobo da corte da Mulo, que havia fugido de seu senhor! O bobo, cujo nome é "Magnífico", era uma figura esquelética com um nariz de elefante e olhos febris, que parecia ter medo de tudo e de todos, menos de Bayta, por quem parece desenvolver uma imensa adoração. Pressentindo que Magnífico poderia levá-los à Mulo, Toran e Bayta fogem com ele para a Fundação, o que leva Mulo a declarar guerra, como eles queriam..
Mas o tiro sai pela culatra. A Mula é muito mais poderosa do que parece e ameaça invadir Terminus no dia de mais um aniversário da Fundação e de nova aparição do holograma de Hari Seldon, o que costuma acontecer em momentos de crise. No entanto, desta vez os Fundadores tiveram uma terrível surpresa: Hari Seldon não havia previsto a existência da Mula, já que ele era um mutante, e assim, o plano todo está em risco de falhar! A Mula planeja formar o seu próprio império às custas da Fundação, e parece que vai conseguir, já que Terminus caiu quase sem resistência. Como que por milagre, Toran e Bayta conseguem fugir para Haven juntamente com Magnífico e um psico-historiador da Fundação, Ebling Mis. Seu plano é ir até Trantor para tentar descobrir o paradeiro da Segunda Fundação de Seldon, o contraponto à Fundação de Terminus e que deveria estar localizada "no outro lado da galáxia". Talvez a Segunda Fundação, da qual não houve notícias até então, fosse capaz de derrotar a Mula e restabelecer o grande plano de Seldon. Através de grandes perigos e com os agente da Mula seguindo em seus calcanhares, Toran, Bayta e seus companheiros chegam a Trantor, agora um planeta semi-destruído e saqueado, e às ruínas da Grande Biblioteca Imperial, onde Mis, auxiliado por todos, se lança de corpo e alma à busca pela segunda Fundação. No entanto, quando havia descoberto a resposta, uma surpreendente reviravolta vai jogar por terra todas as crenças e esperanças do grupo...
claro que não vou dizer o que é essa "surpresa", só posso dizer que ela é realmente... inesperada! Um verdadeiro golpe de gênio do autor! Só vendo para crer. Este segundo livro da trilogia mostra a Fundação se estabelecendo frente aos seus vizinhos e, como todos aqueles que se tornam poderosos, tentando submetê-los ao seu poderio para manter a sua situação privilegiada. Vemos aqui novamente o eterno fenômeno do "todos são iguais, mas uns mais que os outros"... Além disso, temos uma nova força, não prevista pela psico-história de Seldon, o que nos leva a refletir sobre a importância da Teoria do Caos... Mesmo os melhores planos estão sujeitos a desvios inesperados, e aqueles que se apóiam cegamente em suas crenças, sem tentar adaptar-se à realidade, correm grandes riscos. Outro ponto importante é o fato de que toda a tecnologia e poderio da Fundação (já bastante adiantados na ocasião) não foram suficientes para deter a Mula, que contava com um poder de outra natureza, o de influenciar mentes (spoiler!). Tecnologia pode ser muito boa e poderosa, mas não é tudo na vida. A história está cheia de exemplos de como grandes poderes sofrem derrotas por parte de grupos menos equipados mas bem organizados e que lutam pela própria sobrevivência.
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