
| Gino Amleto Meneghetti
— Nunca fui infeliz.
Toda vez que intentei um assalto, sempre tive noventa e nove
probabilidades de vitória e uma de fracasso. Esta polícia... esta
polícia... Gino Amleto Meneghetti
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Este site tem a obrigação de recontar sua história e relembrar de um tempo em que até os ladrões eram melhores !! Da crônica policial, é difícil extrair o que é verdadeiro e o que é falso, mitológico, na vida de Meneghetti. De uma feita sequestra o chefe da polícia, dr. Roberto Moreira, para entregá-lo na redação de um jornal. Propôs um duelo a bala com o delegado de Roubos da época, e cujo nome se perdeu na história O primeiro cenário de suas pouco elogiáveis façanhas
foi a bela cidade de Pisa, que os turistas conhecem por sua torre
inclinada. O primeiro registro criminal ocorre aos 16 anos de Meneghetti. Na época era tratamento comum aos criminosos ser enviado para Brasil, Austrália entre outros paises. Seguiu então viagem no vapor "Tomaso di Savoia"
e desembarca no Porto de Santos em 25 de junho de 1913. Aos 35 anos de idade e fichado na Interpol, sua chegada foi precedida de um dossiê da polícia italiana enviado às autoridades brasileiras que o definia como ("um elemento perigoso, condenado numerosas vezes por crime contra a propriedade e por violência contra agentes da força pública").
Meneghetti é detido em 1914 na saida do Mercado, desafiava a policia o bandido, circulando normalmente entre as pessoas e comendo nos melhores e mais caros restaurantes. Condenado a 8 anos, é mandado para a Cadeia da Luz. Considerado preso de conduta incorrigível, torna-se vítima frequente dos castigos regulamentares e é numa dessas ocasiões, confinado na solitária (então um poço redondo e isolado), que empreende a primeira de uma série de fugas espetaculares. Escalando as paredes do poço, força
a cobertura de ferro até ela ceder, escapando, nu e faminto, pelas ruas de
São Paulo encontrando abrigo numa loja de chápeus e guarda-chuvas
permanece ali durante a noite para assim logo cedo ao roubar o dono nada
leva além de suas roupas . Se estabelece como comerciante e na verdade contrabandista em Curitiba, passa por Porto Alegre e Florianópolis e cruza a fronteira, empreendendo roubos em Montevidéu e Buenos Aires. Perseguido pela polícia, já com o nome de Mario Mazzi volta ao Rio Grande do Sul, onde, em 24 de julho de 1924, se apresenta às autoridades para tirar uma carteira de identidade com nome falso. Além de sair de documento novo, ainda arranja com a polícia um atestado de boa conduta. É interessante salientar que em 1924, portanto dois anos antes de voltar a ver o sol nascer quadrado, conforme a gíria popular, Meneghetti viveu intensamente a criminalidade: os arrombamentos a cofres, roubos de jóias, assaltos a casas comerciais e residenciais, notadamente as dos bairros mais aristocráticos, se sucediam, incontroláveis. A polícia, atônita, não sabia por onde começar as investigações. A imprensa, sempre atenta, não perdoava a ineficiência do aparato policial. Em suas manchetes chamava São Paulo de "o paraíso dos ladrões" e "cidade despoliciada". É certo que Meneghetti não era o único bandido em atividade, mas, seguramente, podia ser considerado, de longe, o mais competente na arte de roubar. No entanto, segundo relatório do delegado Leite de Barros, datado de 24 de maio de 1926, "após uma série de investigações ficou comprovado o autor de quase todos os assaltos praticados em prédios de habitação a partir de fins de 1924. Tratava-se de Gino Amleto Meneghetti, também conhecido por Angelo Bianchi, Italo Bianchi, Antonio Garcia e Mario Mazzi".
Ele era assim, a policia o prendia e algemava, em dado momento ele surpreendia o policial já livre das algemas e lhe dava uma borrachada nas costas deixando-o algemado com suas próprias algemas ! Na rua tinha mais soldados que paralelepípedos. Mas se eu não estivesse embriagado a polícia nunca me prenderia . Gino Amleto Meneghetti Roubava alucinadamente, não dormia senão roubasse ! assaltando casas comerciais e residenciais, arrombando cofres e roubando jóias - sempre das luxuosas mansões das avenidas Brigadeiro Luis Antônio, Angélica e Paulista. Se torna um fenômeno na imprensa, que lhe apelida de "gato dos telhados", devido a sua facilidade de se locomover pelo teto das casas para fugir dos cercos das autoridades.
Empreendeu-se então uma frenética busca ao meliante. Sem pistas, a polícia não via solução para os crimes até que, por obra do acaso, chegou a um suspeito. Em meados de junho de 1926 uma mulher procurou a delegacia para prestar queixa contra um vizinho que havia espancado brutalmente o filho; entretanto, o caso só ganha atenção quando ela menciona que seu filho entrara na casa do agressor e vira lá baús repletos de jóias. Estava identificado o autor dos numerosos assaltos em São Paulo.
Na oportunidade em 3 de março de 1960 o governo tentando uma ação publicitária lhe dá do governo uma banca de jornais na esquina da rua Amador Bueno com a avenida Ipiranga... pela qual reclamou do abandono enquanto esteve na cadeia ao então prefeito Faria Lima . Certa vez, um ex-presidente de Tribunal do Juri que inaugurava nova residência, convidou-o para testar as grades das janelas. Meneghetti aceitou o teste e deu sua opinião: "É, as grades são boas e fortes, mas dão um bom ponto de apoio para se escalar a parede do 2o andar.
Nos quatro anos seguintes foi preso mais duas ou três vezes, como na noite de 22 de setembro de 1964, quando é apanhado carregando jóias avaliadas em torno de 150 mil cruzeiros. É libertado a 23 de dezembro de 1966, aos 78 anos de idade, e vai morar com os filhos no bairro de Vila Guarani. É surpreendido pela polícia novamente em fevereiro de 1968 tentando roubar uma casa. Foge pelo telhado, mas a sorte então já não era mais a mesma; num dos saltos quebra as telhas, cai no banheiro de uma casa e é apanhado. Permanece um ano preso, mas não resiste e tenta um novo golpe. É detido novamente. Já resignado de sua condição, declara ao delegado: "Não é possível ser um bom ladrão sem ter os ouvidos em bom funcionamento. Acho que terei de me aposentar."
Chegou a ser cogitado a gravação de um comercial onde ele não conseguiria abrir uma fechadura dando a mesma credibilidade de resistir ao Meneghetti
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